domingo, 2 de novembro de 2008

Domingo sem nhaca existencial

Meu professor de Filosofia nos deu uma aula incrível na última quinta-feira. Ele tinha anunciado que era a aula mais importante do semestre, sobre Viktor Frankl, e disse que poderíamos convidar quem quiséssemos. Ao chegar na sala, na quinta, havia mesmo algumas pessoas alheias à turma habitual. Alguém preparou o celular para gravar, e eu me perguntei se o que viria seria assim, tão grandioso como todos prometiam. Ao longo da aula eu aprendi tanto, mas tanto, que fiquei com inveja do colega que gravou a aula. Se o conhecesse, teria pedido que me enviasse o arquivo por e-mail.

A aula tratava da busca pelo sentido da vida, a linha filosófica (ou seria psicológica?) de Frankl. O autor escreveu um livro (que eu fiquei morrendo de vontade de ler) sobre sua experiência em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ilustrada pelos escritos de Frankl, a aula foi daquelas (poucas) que fazem o aluno se dar conta, ao final, que nem se mexeu na cadeira, e que não consultou seu relógio uma só vez. Eu poderia resumi-la na frase que o professor mesmo usou para fazê-lo: "se o ser humano possui um por que viver, ele pode se adaptar a quase qualquer como viver". A frase é de Nietszche e pode não ser exatamente com essas palavras, mas significa isso mesmo.

Mas por que eu falei da minha aula sensacional de Filosofia? Por causa do título. O professor usou o termo "nhaca existencial" para descrever aquela sensação de não ter para onde correr, de não ter vontade de nada, um tédio desesperado, a impossibilidade de encontrar sentido na vida. Aquele que costuma acometer a maioria da população nos finais de domingo, caracterizando o que ele chamou de Neurose Dominical Prolongada. E, bem, como diz o título, não me acometeu dessa vez. Em todo o caso, achei o termo tão sensacional que o transformei em tag.
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Acima, uma primeira tentativa de "fotografamento alimentar": a janta de ontem. Aliás, um jantar bastante recorrente, com uma trilha sonora bastante recorrente: café com leite desnatado e club social de queijo, ao som de John Frusciante. A faixa 2 desse disco, chamado Shadows Collide With People, se chama Omission, e tem a participação nos vocais de Josh Klinghoffer. (Tava demorando pra falar deles aqui, ?)

Hoje o almoço foi mais uma provação (leia-se mais uma lasanha). Acontece que eu também não sou tão boba assim, de cair no conto da lasanha três domingos seguidos! Brincadeira à parte, o aprendizado que tirei desses deslizes foi decisivo. Servi no prato o que eu ia comer e não repeti mais uma lambidinha sequer. Não posso dar a mínima chance para a compulsão. Se eu vou com meu controle e determino, preciso seguir. É infalível: ela fica aniquilada. Junto com sua amiguinha, a nhaca existencial. *

7 comentários:

zenaide disse...

oi obrigada pela mensagem de aniversario vou vim aqui sempre te visitar,bjs e um otimo domingo.

veronica disse...

hahaha. sim, depois do beck faltava os dois xD

Lindo layout, lindo almoço (e teu 'seguramento') e... poxa... quanto tempo eu não via um tocador de cd's fora das aulas de inglês/francês! =P

Denny disse...

Sabe, sempre adorei Filosofia, quando estudava no Ensino Médio. E nada como uma aula onde vc sai achando que nw precisava ter saído né?

Adorei o termo "nhaca existencial", ahahaha...


Bjocão querida!


FUIZ...

Gabi disse...

Oi querida!
Gostei desse termo "nhaca existencial". A aula deve ter sido muito interessante mesmo! E é importante agente nomear essa sensação tão ruim que às vezes nos pega, né.
Bjs

carol disse...

MUDOU O LAY!!!!!!!!!!!!!!!

MENINA.....TO INDO........

Drika disse...

Olá! Passei para agradecer a sua visita no meu cantinho. bjs e ótima semana.

Denny disse...

E aí gatinha, sem nhaca existencial hj? Hehehe...

Bjim!


FUIZ...