Ontem, só por curiosidade, fui ver que dia tinha começado esse blog, e percebi que ele faria um mês hoje. Nossa, como o tempo voa! Um mês já. Aí pensei, nesse tempo só me pesei uma vez, nem sabia quanto estava pesando antes... Até coloquei ali do lado uma listinha com as pesagens, podem ver que é um início meio esquisito. Em todo o caso, decidi que vou me pesar quinta, e talvez me pese todas as quintas.
Não decidi bem certo ainda, pois tenho medo de ter neuras relacionadas à pesagem, mas por outro lado sei que é importante ir acompanhando os resultados. Só preciso me preparar psicologicamente pra resultados que não sejam tão bons... Se bem que eu devia perder esse medo bobo. Sei que nada vai me fazer desistir dessa vez.
Além dos blogs de pessoas que estão emagrecendo, como eu, costumo ler também os arquivos da Lu Francesa e da Larissa, que já emagreceram, pra ver como era o dia-a-dia, quais eram as dificuldades e como elas lidavam com tudo. A coisa que é mais marcante nos relatos das duas, sem dúvida nenhuma, é a determinação. É assim que vou seguir com a minha própria luta, sendo determinada e seguindo sempre em frente. Já se foi um mês.
Hoje, sentada no ônibus, quando decidi que vou me pesar quinta, desejei com todas as minhas forças não ver a casa dos 80 na telinha. E decidi: depois que sair da casa dos 80, não voltarei a pesar isso nunca mais. Nunca mais. *
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Um mês de blog
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O sanduíche de menos de 150 calorias
.Que acham de uma dica light para um lanchinho, ou mesmo uma janta? Eu inventei esse sanduíche, mas ele é tão simples e óbvio que eu aposto que milhares de outras pessoas também já o inventaram! Em todo o caso, você vai precisar de:
- 2 fatias de pão light (o que eu usei tinha 50kcal por fatia, mas há pães que têm ainda menos);
- 1 colher de sopa de maionese light (31kcal, mas você acaba nem usando a colher inteira);
- saladas da sua preferência (eu usei alface, tomate e cebola, que são as menos calóricas que eu conheço).
Bom, aí começa o preparo. Preste muita atenção, pois qualquer detalhe pode arruinar a sua receita! Primeiramente, mais uma dica: se o seu pão já tem alguns dias (se você é, como eu, a única pessoa que faz RA em casa, ou seja, o pão light pertence a você e somente a você), um jeito de fazer ele parecer novinho é colocá-lo no microondas. Peguei as duas fatias que ia usar, coloquei num prato e esquentei no microondas por quinze segundos. Ele sai quentinho e cheiroso! O próximo passo é passar a sua cota de maionese nas duas fatias. É legal colocar "bastante", porque senão o gosto some embaixo da montanha de alface. Mas pra mim sempre sobra boa parte da colher de sopa...Agora vem a parte crucial: com muito cuidado, aplique a salada sobre uma das fatias de pão. Pode colocar bastante, especialmente a alface, que dá volume e "crocância". Se você conseguiu chegar até aqui, parabéns! Mas não relaxe, pois a última etapa é também muito importante: cobrir com a outra fatia de pão. E pronto! Seu lanche está pronto para ser saboreado, bem devagar. Eu gosto de um café com leite pra acompanhar. ;)
O sanduichinho foi minha janta de ontem, e a trilha sonora do preparo, do photoshoot e da comilança foi nosso querido mascote, sr. Beck Hansen. Esse disco, The Information, vem com uma cartela de adesivos pra você criar sua própria capa. Como podem ver, ainda não fiz a minha, apesar de já ter o disco há quase dois anos.
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Hoje foi um dia chato. Sabe aqueles dias chatos, que parecem que nem precisavam ter existido? Hoje foi assim. Ainda por cima fez um calor abafado, e de vez em quando chovia um pouco. Ou seja, condições climáticas de acabar com a paciência de qualquer vivente.
Apesar disso, ando com o ânimo lá em cima e fazendo muitos planos. Em um mês vou entrar em férias, e só sei que não quero passá-las todas trancada em casa, entediada. Estou avisando meu pai desde o início do ano que, de Natal e aniversário (que é em janeiro) quero tirar minha carteira de motorista (nem que ele tenha que fazer uma vaquinha com o resto da família). Não tenho a menor idéia de quando vou poder ter um carro, mas sei que esse é exatamente o tipo de coisa que, se a gente não faz logo, não faz nunca mais. Também penso em, se tiver dinheiro para tal, fazer natação e hidroginástica. Afinal, vai ser verão, e pra mim, que odeio calor e amo água, vai ser um alívio estar dentro de uma piscina.
Lembram da lista de coisas que eu precisava ler no fim de semana? Pois é. Pessoa disciplinada que sou, fiz como sempre faço quando tenho um monte de afazeres: deixei-os de lado e fui fazer outra coisa. Passei a tarde de ontem entrando em blogs que ainda não conhecia, já linkei vários que pretendo continuar lendo. Acho muito mágica essa atmosfera de solidariedade que rola na blogosfera light.
Aqui as pessoas querem ajudar umas às outras; não sei se faz mais bem receber comentários de apoio e incentivo ou deixá-los para as pessoas. Às vezes o conselho que damos é justamente aquele que precisamos ouvir. Além disso, o fato de estar publicando sua história é um argumento a mais para continuar quando vem aquela vozinha enjoada resmungando desiste, desiste... Quando você está na luta sozinha, "contra o mundo", parece que só você tem restrições alimentares, só você está acima do peso, e além disso você não conhece ninguém que já tenha conseguido emagrecer uns trinta quilos. Aqui você vê quantas pessoas têm os mesmos problemas, as mesmas dificuldades, e quantas já conseguiram superar tudo isso e vencer.
Quanto às minhas leituras, também não fui tão displiscente assim. Consegui ler a peça e tirar do livro sobre crônica os poucos trechos que interessavam para o meu trabalho. Faltou o livro do Caio, que comecei hoje e já devorei cinco contos. É pra amanhã, vamos ver se eu consigo terminar... Mas sem pressa. Já tinha decidido, no início desse ano, que não ia me pressionar tanto em relação aos afazeres acadêmicos (sou muito certinha e tento fazer tudo sempre nos conformes). Como diz uma amiga e colega, mesmo que ficássemos vinte e quatro horas diárias fazendo tudo o que precisamos fazer, não conseguiríamos fazer tudo. E ela tem razão. Já que é pra não fazer tudo, então, pra quê perder tanto tempo com isso? *
domingo, 2 de novembro de 2008
Domingo sem nhaca existencial
Meu professor de Filosofia nos deu uma aula incrível na última quinta-feira. Ele tinha anunciado que era a aula mais importante do semestre, sobre Viktor Frankl, e disse que poderíamos convidar quem quiséssemos. Ao chegar na sala, na quinta, havia mesmo algumas pessoas alheias à turma habitual. Alguém preparou o celular para gravar, e eu me perguntei se o que viria seria assim, tão grandioso como todos prometiam. Ao longo da aula eu aprendi tanto, mas tanto, que fiquei com inveja do colega que gravou a aula. Se o conhecesse, teria pedido que me enviasse o arquivo por e-mail.
A aula tratava da busca pelo sentido da vida, a linha filosófica (ou seria psicológica?) de Frankl. O autor escreveu um livro (que eu fiquei morrendo de vontade de ler) sobre sua experiência em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Ilustrada pelos escritos de Frankl, a aula foi daquelas (poucas) que fazem o aluno se dar conta, ao final, que nem se mexeu na cadeira, e que não consultou seu relógio uma só vez. Eu poderia resumi-la na frase que o professor mesmo usou para fazê-lo: "se o ser humano possui um por que viver, ele pode se adaptar a quase qualquer como viver". A frase é de Nietszche e pode não ser exatamente com essas palavras, mas significa isso mesmo.
Mas por que eu falei da minha aula sensacional de Filosofia? Por causa do título. O professor usou o termo "nhaca existencial" para descrever aquela sensação de não ter para onde correr, de não ter vontade de nada, um tédio desesperado, a impossibilidade de encontrar sentido na vida. Aquele que costuma acometer a maioria da população nos finais de domingo, caracterizando o que ele chamou de Neurose Dominical Prolongada. E, bem, como diz o título, não me acometeu dessa vez. Em todo o caso, achei o termo tão sensacional que o transformei em tag.
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Acima, uma primeira tentativa de "fotografamento alimentar": a janta de ontem. Aliás, um jantar bastante recorrente, com uma trilha sonora bastante recorrente: café com leite desnatado e club social de queijo, ao som de John Frusciante. A faixa 2 desse disco, chamado Shadows Collide With People, se chama Omission, e tem a participação nos vocais de Josh Klinghoffer. (Tava demorando pra falar deles aqui, né?)
Hoje o almoço foi mais uma provação (leia-se mais uma lasanha). Acontece que eu também não sou tão boba assim, de cair no conto da lasanha três domingos seguidos! Brincadeira à parte, o aprendizado que tirei desses deslizes foi decisivo. Servi no prato o que eu ia comer e não repeti mais uma lambidinha sequer. Não posso dar a mínima chance para a compulsão. Se eu vou com meu controle e determino, preciso seguir. É infalível: ela fica aniquilada. Junto com sua amiguinha, a nhaca existencial. *
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sábado, 1 de novembro de 2008
Manhã de sábado
. Dia um, semana cinco. Assustador, não? Cinco semanas, já. Na verdade, completam-se cinco semanas na segunda. (Sim, eu comecei numa segunda-feira!) Munida da minha caneca de chá verde e meu computador, lá vou eu rumo a uma semana que, dessa vez, será desprovida de descontroles, loucuras e lamentos. Vamos até trocar de parágrafo, pois quero deixar tudo isso bem pra trás.
Na quinta-feira, remexi todos os meus cds de dados em busca de fotos minhas, de várias épocas, pra guardar pros futuros antes-e-durante e antes-e-depois. O problema é que as fotos em que aparece o corpo inteiro são raríssimas, por motivos óbvios. Também tirei fotos de mim agora, como estou (corpo inteiro inclusive), e vou ir me fotografando ao longo do processo. Queria começar a fotografar minhas comidas, mas estou sempre correndo na hora do café e do almoço, não sei se dá tempo. Além disso, tenho vergonha de fotografar minha comida na frente da minha mãe. Na melhor das hipóteses, ela vai rir da minha cara. Na pior, me chamar de louca. Se bem que eu sempre posso citar a matéria do Fantástico com a Larissa como deondeeutireiessaidéia, ela dá tanto crédito pra idéias tiradas da TV...
Também estou pensando em layouts novos, criei zilhões de tags novas pra classificar melhor meus posts (vocês não acham confuso isso, de ficar tentando nomear os assuntos?), estou cheia de idéias pra incrementar meus relatos.
Infelizmente, nem tudo poderá ser feito a tão curto prazo quanto eu gostaria; nesse fim de semana preciso ler muito. Pra segunda-feira, preciso ter lido a peça An Inspector Calls, de J. B. Priestley. Pra terça, o livro O Ovo Apunhalado, do Caio Fernando Abreu. Pra quarta, preciso ter pronta uma mini-aula sobre meu Projeto de Ensino em Língua Portuguesa (é também o nome da cadeira), que será sobre crônica, então preciso dar uma lida no livro A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil, com textos de vários autores. Pra uma oral presentation sem data definida ainda, preciso escolher uma peça, por isso estou aqui com um livrinho que tem três peças, de três autores ingleses que eu não conheço (Robert Bolt, John Whiting, Henry Livings), afinal, pra escolher uma peça pra apresentar, preciso antes ler algumas.
O que me leva a pensar que nunca comentei que curso faço... Bom, pelas leituras já dá pra ver que é Letras, licenciatura em Português e Inglês. E já que é hora de esclarecer coisas, Sarah não é meu nome de verdade, é um nick. Era o nome de uma personagem de uma história que eu comecei a escrever, há muito tempo. Talvez, no dia em que eu postar uma foto de mim, eu possa perguntar a vocês que cara acham que eu tenho, pra ver se alguém acerta qual é o meu nome de verdade. *
Edit: Layout novo, de novo! Dessa vez quebrei a cabeça e destrinchei os códigos do blogger. Fora, claro, as imagens, feitas em photoshop. A foto: Beck. Não adianta, ele foi eleito por unanimidade o mascote desse blog.
Coisas pertinentes a dizer sobre a minha compulsão alimentar
"When you're addicted to drugs, you put the tiger in the cage to recover; when you are addicted to food, you put the tiger in the cage, but take it out three times a day for a walk."
Esse blog aqui é um lugar para eu escrever o que estou sentindo, para eu falar da minha doença e de como estou tentando controlá-la. Assim como eu achei boas coisas pra ler e me identificar, podendo assim "diagnosticar", conhecer melhor e me armar contra a compulsão, imagino que, se eu escrever sobre ela, outras pessoas podem ler e se identificar. Esses dias comecei a listar coisas sobre a minha compulsão, e vou dividi-las nesse post com vocês.
- Minha compulsão alimentar foi diagnosticada por mim mesma, respondendo sim a quase todas aquelas perguntas-sintomas que se encontra por aí. Aquelas que vêm com o aviso, "se você respondeu sim a mais de três ou quatro, procure ajuda psicológica".
- A compulsão se caracteriza por vários sintomas, sendo o mais notável as crises, ou binges, que consistem basicamente em comer tudo o que se vê pela frente, um pouco ou um muito de cada coisa. Quando a coisa que você está comendo está acabando, você já está decidindo o que vai comer a seguir. Quando estou tendo uma crise, eu não consigo pensar em mais nada, me concentrar em mais nada. A vida se resume àquilo.
- Em dias em que não estou tentando controlar a compulsão, não existem refeições. É uma falsa sensação de liberdade, você pode comer qualquer coisa que quiser, a qualquer hora, a quantidade que quiser.
- Entre um binge e outro, não escovo os dentes. Penso, "para quê? Logo vou comer de novo." Parece, também, um desperdício de pasta de dentes, como se eu não merecesse ter os dentes limpos, como se eu não merecesse escovar os dentes porque isso é coisa de pessoas normais, que têm refeições.
- Eu deprecio e tenho nojo do que faço. Me sinto um lixo, uma inútil, uma fraca, uma imprestável, indigna. Me sinto um desperdício de vida, pois não a uso pra nada. Mas não importa o quanto eu odeie o que eu faço, eu faço de novo. Não há explicação. Você levanta, caminha até a cozinha, abre a porta da geladeira. Come, e por isso se odeia. Se odeia, e por isso come.
- A doença faz isso com você. Diante de tantos sentimentos ruins, de tantas decepções, de tanta fraqueza e falta de esperança, de perspectiva, o único, o unicíssimo conforto que resta na face da terra é a comida. Quando você finalmente se rende é que descobre o verdadeiro desespero. O desespero de quando a porção acaba e você descobre que precisa de mais. Às vezes a barriga dói, mas ainda não é o suficiente.
- Quando estou tendo uma crise, não quero ver ninguém. Se alguém me surpreende, tento fingir que estou fazendo outra coisa. Ao ouvir passos, escondo a comida nos bolsos, embaixo das cobertas, em um armário. A espera, enquanto a pessoa inesperada faz o que tem que fazer e sai, é interminável. Nada mais existe, só a comida escondida que você precisa terminar de comer.
- Eu quero combatê-la. É o que mais quero. Antes eu pensava que, se emagrecesse, minha vida poderia seguir em frente. Penso um pouco diferente agora: talvez a minha vida possa seguir adiante quando eu me livrar da compulsão. Ou talvez ainda, tentar forçar a minha vida a seguir adiante ajude a me livrar da compulsão. *
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Marcadores: compulsão
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O terceiro passo
Queria ter escrito ontem, mas não pude, estava tão cheia de coisas pra fazer, estava preparando uma entrevista que fiz hoje, agora há pouco, para um trabalho que estou fazendo. É uma pesquisa sobre a implantação do Ensino Fundamental de nove anos, e entrevistei a supervisora de uma escola. É para aquela cadeira que tenho quinta à noite, que me faz chegar bem tarde e cansada.
Novidades não tenho muitas. Ando pensando, pensando muito, sobre a vida e todas as coisas contidas nela. Sobre mim. Não gosto dos posts abaixo, queria deletá-los, causam vergonha em mim mesma. Não é uma vergonha de não querer se mostrar, eu não sei dizer que vergonha que é.
A questão é que, desde a semana passada, esses deslizes que eu tive, a cabeça bagunçada que eu tava, isso tudo acabou me trazendo um aprendizado muito importante sobre a compulsão e como combatê-la. Aprendi que é muito fácil manter o controle quando estou me sentindo bem, que eu não estava fazendo esforço nenhum nos primeiros dias, quando meus posts aqui eram felizes e eu dizia que finalmente estava conseguindo controlar a minha doença. Acontece que ela não estava atuando ali, ou pelo menos não com a força total que teve nas duas últimas semanas, quando eu não agüentei e fraquejei.
Aprendi que o esforço de verdade, a força, a luta, começa mesmo é nas horas em que não estou me sentindo bem. A hora em que eu tenho, sim, que resistir, dizer não praquela vozinha, tão citada nos posts abaixo. Ela não é mais forte do que eu, eu sou. Ela está dentro de mim, é parte de mim, eu ainda estou no comando. É assim que vou vencer: lutando nas horas fáceis e difíceis.
O primeiro passo foi reconhecer: tenho a compulsão e quero combatê-la. O segundo passo foi decidir como: criei meu programa de controle e comecei a segui-lo. O terceiro foi perceber as dificuldades dessa luta, mas também a possibilidade de vencer. Me sinto forte agora; não porque me sinto bem ou porque a vida me distrai da compulsão. Me sinto forte porque sei que tenho um problema, quero combatê-lo, já sei que meios usar e já percebi que vou ter que ter força. Ou seja: preciso tirá-la de algum lugar. Assim como você sabe que força precisa aplicar pra pregar um prego na parede, eu percebi a força que preciso aplicar contra a compulsão. Obviamente, cada martelada é uma e você calcula a força na hora de bater. É o que estou fazendo.
Me sinto bem melhor agora, pronta pra prestar atenção em outras coisas, não ficar tão obcecada pensando ohmeudeus no meu problema. Contra o problema vou lutar sempre, mas o resto também vai estar sempre aí precisando da minha atenção. Chega de deixar tudo pra depois com a desculpa de que isso bloqueava minha vida.
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E falando de outras coisas, baixei ontem o disco novo do Snow Patrol, banda que eu adoro
. Se chama A Hundred Million Suns e está espetacular. Pra quem gosta de rock, recomendo. Eles são uma ótima banda irlandesa que já tem bastante estrada e vários discos lançados, mas despontou mesmo para o mundo todo entre o fim de 2006 e o início de 2007, com o sucesso estrondoso da música Open Your Eyes.
"Outras coisas" número dois, vi ontem de novo o ser, aquele. Ele tem uma aura de bondade, de beleza (não só exterior) que ilumina tudo, esquenta o coração. Puro sentimento bom. Se estou apaixonada? Pouco importa. Se algum dia vou ter coragem de falar com ele? Muito menos. Chega também de ficar questionando o que sinto, reclamando que esperar ele passar não é vida, e tudo o mais. Às vezes é melhor deixar algumas coisas sem explicação. (Originalmente, some things are better left unexplained, retirada de Arquivo X, meu seriado preferido de todos os tempos. Já perceberam como adoro citações de filmes/livros/séries?)
Bom, hora de ir. Preciso almoçar e me lançar novamente a esse cinza que somos obrigados a chamar de dia. O pior é que eu gosto de dias cinzas. Gosto de coisas esquisitas, que poucas pessoas gostam, como Arquivo X e dias acinzentados. Gosto de gostar das coisas que eu gosto, gosto de gostar de mim. E dá-lhe martelar o prego. *
Postado por sarah às 23:27 7 comentários
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Relato momentâneo.
Os fatos:
- O post de ontem foi uma última tentativa de lutar. Era todo verdadeiro, com exceção da última frase. Desafiei a voz e ela atacou mais forte. Minutos depois eu desligava o computador - ele podia testemunhar - e ia à cozinha. Num percurso de ida-e-volta interminável. Primeiro meio sanduíche. Depois um inteiro. Uma banana. Um club social. Um pouco do brigadeiro da minha mãe. Sete bolachinhas recheadas. Foram as últimas, as escondi sob o lençol, já começava a adormecer enquanto mastigava a última.
Essa doença é perversa.
- Acordei ainda sob o efeito, toda a minha vida resumida no café da manhã. Um sanduíche de mel com queijo. Três fatias de bolo. Minha mãe: terminou? Não. Mais uma fatia de pão com manteiga, mais meia xícara de café com leite.
- Escovei os dentes, com nojo da digestão que viria a seguir. Queria logo ir dormir, esquecer, mas tinha que ler e tomar banho. Levei uma garrafa d'água, meu corpo pedia. Precisava ler o livro, aquele de que falei, pra faculdade. Li até faltar só um capítulo. A sonolência começando a me vencer.
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Deitada na cama, tento decidir o que vestir depois do banho. Precisa ser algo folgado, para esconder o inchaço que a barriga denuncia, que delata uma noite de pecado. Sinto meus olhos tristes, pesados por dentro, tão fracos que não podem nem chorar. Minha mãe aparece, vai logo tomar banho, depois vais te atrasar para buscar o teu irmão. Tenho tantas coisas pra fazer, me ajuda. E ela me vê ali, derrotada na cama, os olhos moribundos de tanta tristeza. Os dela não podem enxergar. Ela olha a filha e não a enxerga, é ela que precisa de ajuda. É ela, ela, sempre ela. E eu sei que ela é peça importante no quebra-cabeça das minhas enfermidades mentais. Como ela pode não me enxergar?
Mas me vem um momento de lucidez, um momento em que todas as vozes se calam e eu consigo falar. E eu digo que há uma escolha, que precisa ser feita: continuar aqui e me entregar, dormir e não tomar banho, ir buscar meu irmão com os cabelos sujos, encher cada vez mais a barriga de vazios existenciais.
Toda a porção de comida tem um fim, e todas elas juntas só fazem entulhar o ventre do maior vazio de todos, o mais interminável, aquele que não tem fim.
Ou eu posso levantar, lavar os cabelos e fazer por mim o que ninguém mais pode fazer. Apesar de minha mãe, eu olhar para mim e me enxergar. O que eu quero, o que eu preciso. Quando a voz fala, faz troça dessa escolha, a faz parecer ridícula. Mas agora ela está quieta. Eu preciso fazê-la silenciar, e é essa a escolha que torna isso possível. Preciso silenciá-la com os meus gritos. Eu falo sozinha dentro da minha cabeça, nesse momento, mas por quanto tempo?
Enquanto ainda posso, vou me levantar daqui, pegar uma roupa e lavar os cabelos. Comer refeições que têm fim e não sucumbir. Enquanto o silêncio impera dentro de mim e eu me sinto livre para falar. *
Postado por sarah às 10:50 11 comentários
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domingo, 26 de outubro de 2008
Rumo à Segunda-feira
Dá pra dizer que o fim de semana correu bem, controle-alimentarmente falando, exceto pelo almoço de hoje. Vocês acreditam que tinha lasanha de novo? Pois é. Não foi como na semana passada, que eu me descontrolei totalmente, mas repeti um pedaço, o suficiente pra me sentir mal depois, culpada. Tratei logo de preparar uma xícara de chá verde, pensando que ajudaria a digerir logo aquele pequeno deslize. Na janta só salada.
Não me passei nas calorias, mas sei que não é bom que elas estejam quase todas na mesma refeição. E me chateia também não ter conseguido dizer aquele não ao segundo pedaço.
E a minha mãe, ela não é muito compreensiva no que diz respeito à minha empreitada. Já disse aqui que ela não deu muita bola quando falei que tenho o transtorno do comer compulsivo, que desconfio que ela nem acredita que tal mal exista. Ela deve achar, como acham muitas pessoas, que se trata de falta de força de vontade, de preguiça. Por isso a minha mãe me surpreendeu tanto naquele dia que deixou pra fazer bolo na quinta, pra eu poder comer sexta.
Hoje ela agiu da forma habitual. Antes do almoço se fez de chateada porque tava com vontade de comer salada de batata com maionese mas não ia fazer só pra ela. Eu disse "sinto muito, mas não quero e não devo comer salada de batata com maionese". Depois do almoço, pediu pra eu fazer brigadeiro de panela. Imaginem a cena, eu ali, minha caneca preenchida com culpa e chá verde, misturando leite condensado e nescau, queimando os dedos, quase perdendo o ponto. Não lambi coisa alguma; me retirei da cozinha com o resto de chá verde e de dignidade que eu ainda tinha.
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Na verdade, meu fim de semana foi bem tedioso. Choveu ele inteiro, e só me restou ler esse livro chato, que tenho que ler pra faculdade. Já passei um pouco da metade e quero terminar logo, me livrar do compromisso. Ele nem é tão chato, só tem algumas coisas que não me agradam, coisas que, pra mim, fazem parecer que a autora está tentando se exibir. Coisas que me soam forçadas. Mas o texto é muito bem escrito, e tem momentos muito bons, na minha opinião, eu que sou uma apreciadora do texto bonito.
Além disso, votar, hoje. Voto aqui, a uma quadra e meia de casa. Num minuto que parou de chover eu meti um casaco por cima da camiseta de pijama e fui. Minha candidata perdeu, e é horrível ter a certeza de que se passarão mais quatro anos de ônibus cada vez mais velhos, mais cheios e menos freqüentes nas paradas. De ruas cada vez mais esburacadas e, conseqüentemente, empoçadas nos dias de chuva. De só ver obras de novo daqui a três anos e meio, quando estiverem tentando se eleger mais uma vez.
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Como a minha mãe ou qualquer outra pessoa pode achar que é falta de força de vontade? Essa voz que me cochicha ao ouvido, pelo lado de dentro? Que promete que a solução para esse tédio todo está lá na cozinha, sob diferentes formas e gostos, o conforto que o marasmo me rouba? Não é força de vontade, simplesmente, que se precisa ter para lutar contra essa voz. É uma força sobre-humana, que às vezes me falta. Agora é fácil, é só deitar a cabeça no travesseiro, ir dormir e ter vencido, aos trancos e barrancos, mais um dia. Mas e amanhã? E se ela falar ao meu ouvido o dia inteiro? Às vezes ela cala, e parece tão fácil continuar. Mas às vezes ela fala o dia inteiro, grita, anula o resto do cérebro. Às vezes eu canso de lutar.
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Hoje já acabou, e eu espero que amanhã eu me sinta melhor, mais forte. Que ela não fale tanto. Tenho tantas dores de cabeça, será que não é dos gritos dela? E tem mais uma coisa: não sei com que freqüência vou me pesar. Só me pesei uma vez até agora, quinta retrasada. Tem vezes que faz bem (quando ela mostra o que eu quero ver, claro), mas tem vezes que faz muito mal. E eu ando evitando ao máximo as coisas que podem fazer mal. De mal, já basta essa voz na minha cabeça, que quer um binge antes de dormir. Mas não vai ganhar. *
Postado por sarah às 22:45 3 comentários
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sábado, 25 de outubro de 2008
Novo layout!
Desde que comecei o blog, não consegui me adaptar com nenhum daqueles modelos prontos do blogger. Não os acho feios, acho ótimos, mas eu não conseguia me adaptar, por alguma razão. Antigamente, quando tinha um blog (não diet-related) no blogger.br, eu fazia layouts no photoshop e tal, editava o código, tranqüilamente. Mas aqui, no blogger.com é mais difícil, não entendo aqueles códigos deles. De qualquer maneira, o que fiz foi sair à procura de sites que tivessem layouts prontos pra blogger. Achei vários layouts, tentei colocar, não deu muito certo, enfim.
Acabei achando esse site aqui, que tem muitos layouts. Só que tem uma coisa, não tem como você não meter a mão no código, senão seus widgets vão pro beleléu. Mas achei esse tutorialzinho aqui que explica como salvar widgets. (Leia-se copiar do código que você usa pro que quer vir a usar. Em inglês.) No fim o layout que escolhi não estava totalmente do jeito que queria, tive que fuçar no código, fiquei com essa dor nas costas tremenda. Não é grande coisa de layout; basicamente um fundo, uma imagem de título, cores, uma transparênciazinha. Eu não queria nada demais mesmo.
Falando de dieta, acabei deixando a sexta livre mesmo, fiquei com medo de sair do sistema e prejudicar a próxima semana, que espero passar sem deslizes. Mas me controlei muito mais nessa sexta-feira, comi muito menos do que vinha comendo nos outros sétimos dias.
.momento inspiração 
Vejo várias meninas postando fotos de atrizes e cantoras nos blogs para servir de inspiração. Resolvi seguir a idéia, mas vou inovar: um menino. Sempre que eu vejo uma pessoa magra, não precisa ser mulher, eu me sinto mal por estar gorda. O menino (nem tão menino assim...) que estou postanto se chama Beck, é um cantor, compositor e instrumentista talentosíssimo, de quem sou muito fã. E meu, ele é tão magrelinho. Eu gosto de meninos magrelinhos. Na verdade, o Beck é meu tipo de menino. Como diz uma amiga minha, se ele dissesse "vamos", eu ia.

Teoricamente, já é sábado, mas como ainda não fui dormir, pra mim ainda é sexta. Ou seja: amanhã é dia um de novo. Torçam por mim, não quero que aconteça como na semana passada, que perdi o foco. Estava indo tão bem! Agora vou voltar ao pique de antes, podem contar com isso. *
Postado por sarah às 01:29 14 comentários
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Bem de novo
Em primeiro lugar, quero agradecer todos os comentários do post debaixo, me dando força e apoio. Muito obrigada, vocês realmente ajudaram a levantar a minha moral! Laura e Márcia, que não deixaram link, vocês têm blog? Adoraria retribuir a visita!
Bem. Apesar dos tropeços, cá estamos em mais um dia 6. Semana três, dia seis. Amanhã, o dia sete. Pensei em talvez não fazê-lo livre, já que tive umas crises de comilança essa semana, mas não decidi ainda. Essa semana está sendo horrível, ando cheia de obrigações, os prazos acabando, mal tenho tempo de respirar. O pior é que a preguiça de fazer os trabalhos não ajuda, porque mesmo se eu decido deixar alguma coisa pra depois, ela continua martelando na minha cabeça, lembrando que ainda precisa ser feita.
Além disso, quase arranjei dois trabalhos. Um, uma tradução (versão, na verdade, dizem =P), que eu já recusei, porque não me julguei capaz de fazer (era um abstract cheio de termos técnicos). Outro, um casal de alunos particulares, com quem estou tentando acertar horários. O pior é que nunca dei aula pra ninguém na vida, não sei se vou conseguir. Isso me deixa super hiper mega nervosa, porque não sei como vou me sair, se eles vão conseguir aprender, se eu vou saber como preparar as aulas. Ai, puro pânico.
Mas enfim, embora eu tenha reclamado da vida o post inteiro, esse era um post com o intuito de dizer que estou melhor, que continuo focada, seguindo em frente, com o pensamento positivo e o olho no futuro, que será melhor dependendo do que eu escolher agora, no presente. Néam? *
Postado por sarah às 20:37 8 comentários
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Não queria escrever esse post.
Hoje, segunda-feira, completariam-se três semanas que eu mantia o meu programa de controle do meu transtorno do comer compulsivo. Tenho até vergonha de dizer isso, mas não se completaram três semanas de controle absoluto, pois eu perdi o controle.
Tudo começou ontem, domingo. Como eu já disse, fins de semana são difíceis, e ontem foi um daqueles almoços de domingo difíceis de se resistir. A comida era lasanha de presunto e queijo com molho de tomate. Eu já sabia desde sexta-feira que esse seria o almoço de domingo, mas estava decidida a me controlar e a comer só um pedaço. Acho que o que pesou nem foi tanto a comida, mas a família reunida em volta da mesa. Senti que, se não comesse a mesma quantidade que as outras pessoas, não estaria participando, não estaria compartilhando aquele momento de união. Bobagem, claro, mas naquela hora pesou. Em vez de um pedaço, comi três.
Almoço de domingo terminado, decidi que me controlaria pelo resto do dia. Ou seja: a próxima e última refeição do dia seria a janta, somente salada de alface com tomate, temperada com vinagre e sal. E assim eu fiz, e deitei a cabeça no travesseiro bem tranqüila à noite, achando que o pequeno descontrole do almoço de domingo estava bem resolvido.
Mas não estava, porque, sem nenhum outro motivo aparente, acordei hoje, na segunda, com uma vontade incontrolável de desistir de tudo. Essa doença é incrível. Aparecem uns pensamentos na sua cabeça que você acredita que são mesmo reais. Hoje eu tinha a sensação clara de que me controlar e emagrecer não eram coisas importantes pra mim; que o que eu estava fazendo era um sacrifício maior do que eu era capaz; que a melhor solução para todos os meus problemas era comer tudo o que eu tinha vontade; que a doença não era um problema tão sério, que eu não precisava combatê-la pois ela não me prejudicava tanto assim.
Todos esses pensamentos são falsos! Eu penso exatamente o contrário disso, como eu pude ser vencida por uma doença que está dentro de mim, que me faz acreditar no contrário do que eu realmente acredito? É por isso que essa doença é perigosa; o controle perde-se por completo, não só sobre a comida, mas até sobre os seus pensamentos, suas crenças, suas resoluções. Se eu abrisse o meu blog naquele momento, eu era capaz de não acreditar nas minhas próprias palavras. E era eu mesma, consciente como estou agora. Que maluquice é essa? Como posso controlá-la??
O resultado foi um descontrole total. Abrir a geladeira e provar um pouco (ou um muito) de tudo o que há. Abrir os armários, procurando. Voltar para o quarto, não conseguir sentar cinco minutos e ir procurar mais. E muita culpa, muita vergonha, não querer que ninguém veja que estou comendo de novo. E minha mãe não percebe. Já tentei dizer a ela que isso é um problema, que tenho um problema. Ela não levou a sério. Até hoje não leva. Agora há pouco eu disse a ela que minha barriga estava doendo muito, porque eu tinha comido demais. Sem nenhum comentário, ela virou pro outro lado e continuou vendo televisão.
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Agora me sinto lúcida, no controle de novo. Tenho vontade de acordar amanhã de volta ao normal, com meu programa de controle, deixar o deslize pra trás e seguir em frente. Há uma ou duas horas eu me sentia sem perspectiva, sem futuro. O futuro era a próxima coisa que eu ia atacar na cozinha. Amanhã eu quero me levantar, e quando eu conseguir, eu vou comentar nos blogs das pessoas que estiveram aqui e me deixaram comentários tão gentis. Vou seguir com a minha vida e com a minha luta contra esse transtorno. Vou começar a repensar a possibilidade de procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica, talvez algum remédio que ajude a inibir esses rompantes de insanidade.
Eu não vinha escrever esse post, estava com muita vergonha. Mas resolvi que o depoimento era importante, para quem estiver passando por algo parecido ou para mim mesma; quem sabe numa próxima vez que tudo o que eu realmente penso me parecer falso, eu possa ler isso aqui e acreditar na verdade, e controlar o descontrole. *
Edit: Leônidas, você não deixou seu link pra eu poder entrar no seu blog! Eu adoriaria entrar lá e adicionar nos meus links, porque eu acredito que quanto mais amigos agregados, melhor, tanto pra mim quanto pra eles!
Postado por sarah às 23:54 14 comentários
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sábado, 18 de outubro de 2008
Como a gente pode esperar entender os outros se não podemos entender nem a nós mesmos?
Aqui estamos novamente em um dia um. É tão impressionante a força que eu sinto agora, nessa tentativa, é totalmente diferente das outras vezes que eu já tentei emagrecer. Ontem foi o dia livre, e eu comi bastante, várias coisas que eu tinha tido vontade durante a semana, mas em pouca quantidade, um pouquinho de casa coisa, por assim dizer. Comi o bolo que a minha mãe fez também, hehe, tava (ainda deve estar, porque não acabou) uma delícia. =9
A gripe parece que não quer mais ir embora. Essa noite tossi muito, estou com a garganta toda dolorida. Estou aproveitando que é fim de semana para tomar de novo aquele xarope que derruba, que é melhor que o comprimido que eu tomei durante a semana, especialmente pra garganta. Pelo menos não me sinto mais fraca, nem tenho dores no corpo. Mas também, como alguém pode melhorar totalmente com essa chuva que não pára há uma semana?
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Esse blog tem sido muito importante pra mim, tem me ajudado muito, especialmente por promover o contato com outras pessoas com histórias parecidas. Tenho lido muitos blogs, comento em alguns, alguns comentam de volta, e esse contato é muito importante. Dá pra sentir que é uma comunidade mesmo, mobilizada, em que umas se preocupam com as outras e passam sempre mensagens de apoio, de confiança, de incentivo. É um clima tão bom, uma energia tão positiva, muito diferente mesmo. Isso é muito legal. A minha idéia, inicialmente, era ter um blog pra escrever, mais pra mim mesma, nunca imaginei que estava entrando num mundo assim, de gente tão solidária.
Mas por essas andanças por blogs, acabei entrando em um que me deixou muito triste. Quero dizer que não tenho a menor intenção de criticar, ofender ou magoar alguém, somente de manifestar a minha tristeza. Ontem acabei lendo o blog de uma menina que tem anorexia e bulimia, uma menina que posta fotos de seus ossos saltados dizendo que está muito triste por ser tão gorda. A meta dela são trinta e poucos quilos, e eu tenho medo que ela não consiga sobreviver até lá, pois ela fica dias e dias sem comer coisa alguma. Gente, isso é muito triste, isso é doença. Eu tenho uma doença também, e eu sei que a pessoa não tem culpa de tê-la. A diferença é que essas meninas amam as suas doenças, se utilizam delas para emagrecerem, num ciclo cada vez mais doentio. Eu não gosto da minha doença, e meu objetivo é combatê-la, o que torna as coisas mais fáceis pra mim. Sei que fiquei muito triste, porque minha vontade era ajudar aquela menina, e eu sei que não há como. Elas pensam que são incompreendidas, e eu, se dissesse alguma coisa, só seria uma a mais a não compreendê-las. =(
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E pra você ver como as pessoas têm cabeças diferentes mesmo... Eu tenho uma amiga muito querida, que até está passando por uma tristeza muito grande agora, que estava conversando comigo e me contou de um casamento em que ela foi. Ela mandou fazer um vestido lindo em uma costureira, mas na hora de usar, acabou optando por outra roupa. Se sentiu mal, porque achou que a clavívula ficava saltada com o vestido novo... Falei pra ela que eu fico tateando pra ver se a minha clavívula tá ficando mais aparente, rimos tanto. Ela é linda, magra como eu quero ser, mas como sempre foi assim, queria ser um pouco mais gordinha.
E já que estamos falando de amigas, uma que se dizia minha amiga roubou minha idéia pra um trabalho e apresentou antes de mim. E ainda teve a coragem de dizer, quando acusada, que também é capaz de ter idéias e que não tem culpa que pensou em algo "parecido". Não adianta, cada um tem uma cabeça diferente mesmo. *
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Tomorrow is Friday (the free-day!)
Poisé, mais seis dias bem controladinhos. Hoje é um dia que eu vou pra faculdade de tarde e só volto no final da noite, acabei de chegar. Aí minha mãe disse: "fiz um bolo. deixei pra fazer hoje pra você poder comer amanhã". Não é fofo?
Resolvi me pesar hoje, queria saber a quantas eu andava. Até já coloquei ali o "termômetro". (Valeu Gabi pela dica!) Eu não sei quanto emagreci nessas quase três semanas, mas é que assim: eu considero 86kg meu peso inicial porque é o máximo que já pesei. Tava pesando isso no final do ano passado, quando fiz dieta e cheguei a 82. Só que nesse inverno engordei de novo, e bastante, mas não quis saber quanto, então não me pesei. Daí hoje subi numa balança e deu 79,700kg. Só o que posso dizer é que perdi o tanto que ganhei no inverno e mais dois quilos dos 82 que pesava no início do ano. Ou seja, vitória!
Fiquei muito feliz, serviu de estímulo pra seguir em frente. Tem mais um monte de coisas que eu queria dizer, mas agora vou ter que deixar pra depois, vou ter que ir pra caminha porque estou muito cansada! Até! *
Postado por sarah às 23:29 2 comentários
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Ainda enferma...
Dia cinco já. Essa semana tá passando bem rápido. Ontem não me alimentei bem. Não saí do meu programa de controle, mas só comi coisas industrializadas. Pra não dizer que não comi nada natural, comi uma colher de sopa e meia de vagem refogadinha (amo). Mas almocei club social e jantei miojo light (com vagem). Puro conservante. Não sei se meu organismo gostou muito, não...
O que sei é que o meu organismo cansou das secreções da gripe, pois não pára de "expulsá-las". Eca, nem imaginem. Acho que estou um pouco melhor que ontem, mas também, ontem eu tava péssima. Passei o dia na faculdade (por isso a má alimentação) porque tinha que fazer trabalhos, e ainda morrendo de gripe daquele jeito. Agora tô mais disposta, mas com um certo enjôo por causa das secreções. Só queria ficar melhor, buá!
O pior é que não posso nem faltar, tenho um trabalho pra apresentar hoje. Coisa mais chata. Pelo menos vou almoçar em casa e, logo, comida decente. *
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Semana dois, dia três
Hoje faz duas semanas. Chegar na segunda-feira sempre é uma pequena vitória, pois como eu já disse, o fim-de-semana sempre é difícil. No domingo falei que tinha "medo" que meu pai quisesse nos levar para almoçar fora - ele não levou. Alívio...
Hoje não tive aula, então aproveitei a folga pra ir no cinema ver Ensaio Sobre a Cegueira, tava doida pra ver. Amei o filme, muito muito bom. Não vou dizer nada além de "assistam!" Antes do filme sofri um pouco, digamos que por uns três minutos, com o cheiro de pipoca no caminho entre a bilheteria e a sala. Lá dentro, ainda bem, sem cheiro. hehe
Depois do filme, minha amiga estava com muita fome e queria comer um Big Mac. Ela me perguntou vinte vezes se eu tinha certeza de que não me importava de ela comer na minha frente, e eu respondi vinte vezes que sim, tinha certeza. Achava que ia me incomodar, mas nem me incomodei. O que me incomodou mesmo foi a Sprite Zero que eu estava tomando pra fazer as vezes de lanche. Por favor me lembrem que eu odeio refrigerante light (tenho sorte de não gostar muito nem do normal) e que eu não devo fazer isso na próxima. Seria melhor ter tomado uma água ou mesmo nada, porque aquele gosto de adoçante, sim, é que é deprimente. Me fez mais mal do que todas as bandejas de McDonald's ao meu redor na praça de alimentação.
Minha amiga passou uns quinze minutos na fila do Mc pra comprar o lanche, e durante esse tempo fiquei lembrando de como eu me sentia mal em pensar em todas as calorias que eu desperdiçava no meu corpo enquanto tantas crianças morriam de fome na África e em tantos outros lugares. Olhava praquela fila imensa e pensava, "até onde isso vai chegar?" Talvez isso tenha me ajudado a não ligar a mínima para o Big Mac e as batatas da minha amiga quando ela chegou; ou talvez eu só estivesse ocupada me enjoando com a Sprite.
Acho que o importante a dizer, acima de tudo, é que resistir ao teste da praça de alimentação (ou mesmo à pipoca) não foi um sofrimento, pois eu finalmente entendi que o sofrimento pior é o que eu passo depois, com a culpa, com a consciência pesada, com as lembranças de todas as vezes que eu tentei em vão. Isso me dá força pra fazer com que dessa vez seja diferente, meus esforços não sejam em vão.
Quanto à gripe, continuo mal. Melhorei daquele mal estar generalizado do domingo, mas continuo sofrendo com o nariz escorrendo e a dor na garganta (que o ar condicionado do shopping ressuscitou). Infelizmente não posso tomar aquele remédio que derruba, que é o melhor pra melhorar logo, a não ser que queira passar o resto da semana na cama e não apresentar trabalho, não entregar trabalho, não nada. Ai, sinceramente, que idéia agradável... *
Postado por sarah às 22:46 2 comentários
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Minha estratégia
Resolvi dedicar um post a esse processo de controle, emagrecimento, etc. Já falei algumas coisas nos outros posts, mas achei por bem fazer um com tudo o que possa ser relevante sobre a minha história... Eu acho. Em primeiro lugar, eu não era gorda até os 16 anos, que foi quando comecei a engordar, aos poucos. Em 2003, porém, entrei em depressão e descontei tudo na comida, engordando muito rápido em poucos meses. A partir do ano seguinte, comecei a lutar pra perder o que tinha ganho. Fui a uma endocrinologista e a uma nutricionista, que não me ajudaram muito. Também fui a uma psiquiatra pra tratar a depressão (isso em 2005). Ela não considerou meus comentários a respeito de comida muito importantes e me tratou só por depressão. Todo mundo diz que eu deveria ter ido a um psicólogo se queria fazer terapia, que psiquiatras só dão remédios. Realmente, foi só começar a dizer que me sentia melhor que ela me deu alta. E eu com os problemas todos na cabeça, ainda, só abafados pela fluoxetina.
Bom, mas voltando ao presente. Já disse mil vezes mas vou repetir: o que diferencia essa tentativa de todas as outras é que dessa vez não estou fazendo dieta, quer dizer, não somente fazendo dieta. Lendo sites a respeito e blogs, me encaixei nas descrições e assumi, de uma vez por todas, que tenho o transtorno do comer compulsivo. É importante isso, pra saber que não é um problema só seu, mas uma doença que atinge muitas pessoas. E mais importante ainda é saber que existe um jeito de vencê-lo. Controle é a palavra-chave.
Criei um programa de controle do meu transtorno que, por enquanto, enquanto preciso emagrecer, não pode ultrapassar 800kcal diárias. Tenho seis dias assim e um sétimo de folga, sem contagem rígida de calorias ou restrições. O sétimo dia é importante para aliviar a tensão dos outros dias, pois em um momento de desespero eu consigo resistir a alguma coisa pensando em deixar para comê-la no dia de folga (e às vezes, quando ele chega, você nem lembra do que queria ter comido). Além disso, já ouvi dizer que esse dia de folga ajuda o corpo a não "achar que você está perdido em uma ilha deserta, precisando economizar energia".
Há meses não me peso, mas considero meu peso inicial 86kg, que foi o máximo que já pesei. Sei que, no início do semestre passado, estava com 82kg, pois tinha emagrecido entre o final do ano anterior e o início desse. Mas senti nas roupas (e no espelho!) que engordei durante o inverno, só não sei quanto. A balança é algo complicado pra mim; nessas tantas tentativas, teve épocas em que ela me ajudou muito e épocas em que atrapalhou também. Por isso, quero esperar ter uma diferença significativa no meu corpo pra começar a me pesar dessa vez.
A nutricionista que eu fui ver me examinou e tarará e disse que meu peso ideal é 63kg. Minha meta é, porém, 57kg. Quero ficar muito, mas muito magra, porque meus seios são enormes e eu quero saber o tamanho real deles. Como engordei durante a adolescência, nunca soube qual era o tamanho real deles depois de ter parado de crescer. De qualquer forma, 57kg é só uma meta, pois eu vou parar de emagrecer quando me sentir satisfeita, com o corpo, os seios, tudo, não importa o peso, se vai ser mais de 63kg ou menos de 57kg.
Tem horas que pensar sobre isso me dá uma angústia gigante, então eu só penso em outra coisa e passa. Tem horas que ler blogs e sites me ajuda e horas que atrapalha, tem horas que eu preciso esquecer que estou emagrecendo. Afinal, dá uma ansiedade louca de saber logo como você vai ficar, quanto tempo vai demorar. Acredito que o melhor jeito é tentar abstrair. Pensar nisso, se motivar, escrever (tem me feito muito bem), mas também sair e ir viver a vida. É o melhor jeito de passar o tempo. Ficar prestando atenção demais, procurando mudanças, também não ajuda. Fico feliz quando noto que emagreci, mas não fico mais no espelho tentando enxergar minha clavícula. Aliás, hoje mesmo, tava sentada e coloquei a mão no ombro e senti ela mais proeminente. Fiquei muito feliz.
Realmente, há pessoas que não são capazes ou se recusam a entender o quanto a proeminência da clavícula pode fazer uma pessoa feliz... Mas não é pra essas pessoas que eu escrevo; somente para aquelas que ao menos tentam se pôr no lugar dos outros. Afinal, todo mundo tem suas batalhas. Qual é a sua? *
Postado por sarah às 01:28 10 comentários
domingo, 12 de outubro de 2008
Tag "mal" pela primeira vez
Mas é fisicamente. Acordei no meio da noite sentindo muita tontura e dor de garganta, fui levantar pra beber uma água e quase caí, enjoei, quase vomitei. Tomei um remédio pra gripe daqueles que derrubam e apaguei pelo resto da noite. Agora, acordei me sentindo como se tivesse tomado uma surra. Até minha digitação tá mais mole... A dor na garganta, pelo menos, deu uma aliviada, tá bem fraquinha.
Se eu tivesse escrito ontem à noite, porém, o "mal" seria psicologicamente. Não sei explicar o que sentia, mas saí do churrasco da minha amiga me sentindo péssima. Embora eu conheça a maioria das pessoas que estavam lá, eles não são meus amigos, são amigos dela. Fiquei me sentindo mal por não ter uma turma grande de amigos, por só ter aqueles poucos-em-quem-eu-confio. À noite, no outro churrasco, o de família, estava um caco. Sentei no sofá com cara de bunda a maior parte do tempo.
Parece que agora que estou combatendo meus problemas com comida, estou enxergando outros problemas que me incomodavam e eu não sabia; a falta de convívio social, de uma vida mais significativa. Essas coisas estão finalmente se mostrando como coisas que me incomodam profundamente, e eu sei que elas também são causadas, direta e indiretamente, pela minha "condição". (adoro isso, como em Memento, "did I tell you about my condition?")
Ou seja, até pelos posts anteriores dá pra perceber que os problemas com comida são os que menos incomodam nesse momento. Parece que eu finalmente achei meu caminho para o controle (espero não perdê-lo). Só que nem tudo são flores. Hoje é dia da criança, meu pai vem trazer presentes pros meus irmãos e eu tenho um certo "medo" que ele nos leve pra almoçar fora. Pra mim é muito difícil controlar qualquer coisa indo comer fora. Meio que não acho justo pagar quinze reais pra comer alface e tomate com alguma bobagenzinha, o que eu poderia tranqüilamente fazer em casa. Sei lá, vamos ver o que acontece. *
Postado por sarah às 09:47 1 comentários
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sábado, 11 de outubro de 2008
Dia um de novo
Queria ter escrito ontem, queria dizer como me sentia. Era sexta, o dia livre. De manhã, por ter chegado a ele depois de seis dias de dedicação infalível, me sentia gloriosa. Aí fui comer as coisas que tinha planejado comer - quase não conseguia! Será que o meu estômago diminuiu ou qualquer coisa assim? Sei que me senti meio mal, cheia, e nem comi tanto assim.
À noite fui numa festa. Já não tava me sentindo muito bem, aí fui beber e quase vomitei. A festa em si também não tava muito boa, tava meio vazia. Tomei um "toco" sem palavras dum menino lindo (o amigo dele queria a minha amiga e vieram os dois, mas o "meu" me olhou um pouco e saiu fora). Grande coisa. Confesso que fez mal à minha auto-estima e, somando ao mal-estar estomacal, à dor nos pés de estar acordada desde as seis e meia da manhã fazendo coisas sem parar e à banda que tocava, que tinha um repertório bom mas uma vocalista muito ruim, devo dizer que o saldo foi negativo. Saí mais pra me obrigar a sair, porque fico muito na concha, mas pra essa noite que passei, era melhor ter ficado com as minhas cobertinhas...
Mas não tem importância. Na quinta vi ele de novo. Ele me alucina cada vez mais. Dessa vez ele me viu também. É bom que ele comece a perceber que eu existo... Deus, jamais pensei que me meteria numa situação dessas de novo. Mas é impossível não gostar dele. Ai, chega. Melhor nem falar nele mais.
Daqui a pouco vou no churrasco da minha amiga (aquela que não fui dar os parabéns pelo aniversário semana passada), e depois, de noite, tem o churrasco do meu pai. Pretendo me virar para controlar, já que o dia de folga já era, e hoje é o dia um. Acho que não terei maiores problemas, eu nem sou muito de churrasco mesmo... *
Postado por sarah às 11:40 0 comentários
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Cravings...
Que eu estou bem mais controlada, isso é verdade. Mas outra verdade é como o sétimo dia (o livre, que é sexta-feira) me ajuda. Nossa, incrivelmente. Hoje acordei achando que era quinta, pensando que graçasadeusamanhãjáésexta, aí vi que não era e deu um certo desânimo. Durante a sexta passada, eu nem aproveitei a liberdade de comer, nem comi tanto quanto costumava comer em um dia qualquer. Ficava pensando "não preciso desse dia, nem quero comer agora". Só que ele não é importante em si mesmo; o dia livre é importante nos outros dias.
Às vezes, a única maneira de aliviar a ansiedade é jogá-la pra sexta-feira. Eu quero isso, quero aquilo mas não, hoje não: sexta. Aí fica mais fácil controlar. Também não vem aquele pensamento desesperador do tipo "quando é que eu vou poder comer uma pizza/doce/batata frita de novo na vida?", pois eu sei quando vou poder: na sexta. Mesmo que eu acabe não comendo. Nem que fique pra outra sexta. Pelo menos eu sei quando vou poder aliviar a vontade de comer alguma coisa, que há um dia na semana em que é permitido.
Os trabalhos da faculdade já estão começando a apertar. Mal o semestre começou e já estamos além da metade! Aos poucos os prazos começam a chegar mais perto e o desespero cresce. Já sei que se aproximam os surtos psicóticos, os dias inteiros vividos dentro do campus e as noites pouco (ou nada) dormidas. Só quero saber como vou fazer, agora, para virar noites inteiras trabalhando sem meu combustível habitual: chocolate. Nossa, chocolate... Acho que vou comer um na sexta-feira! *
Postado por sarah às 12:33 0 comentários
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Angústia
Hoje as minhas angústias não estão ligadas a nada que tenha a ver com comida - aliás, devo dizer que minha dieta (na verdade não gosto de chamar de dieta, e sim de controle) já completou uma semana e continuo levando numa boa, sem deslizes. Em todo o caso, tem outra coisa que está me angustiando.
Acho que estou me apaixonando por um cara que eu mal conheço. A bem dizer, nunca falei com ele; só que ele não sai da minha cabeça. Vi ele hoje e fiquei tão atordoada que não sei dizer quanto tempo levou pras minhas pernas pararem de tremer! Nossa, pensei que isso só acontecia com adolescentes. O pior é que não aceito essa situação; devo estar enlouquecendo!
Não sei o que pensar. Tem horas que até acho bom estar sentindo isso; bem ou mal, é um sentimento bom, faz a pessoa achar o dia bonito, a vida feliz. Mas tem horas que dá muita angústia; o cara nem sabe quem eu sou! Que tipo de situação é essa? Quero alguma coisa melhor pra mim do que ficar olhando-o passar!
Oh, vida! *
Postado por sarah às 21:45 0 comentários
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